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09/11/1938 - Kristallnacht 70 anos

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Documentário inédito: Kristallnacht 70 anos (A Noite das Vidraças Quebradas). produzido pelo Departamento de Comunicação da FIERJ - Federação Israelita do Estado do Rio de Janeiro, fruto de dois anos de pesquisas de imagens e digitalização, reunindo um número sem precedentes de imagens dos dias 9, 10 e 11 de novembro de 1938, mais de10 minutos de fotos e filmes, pemitindo ter uma nova leitura sobre o que aconteceu com nossos irmãos na Alemanha, Áustria e Tchecoslováquia. Em geral tudo o que se encontra sobre a Kristallnacht se resume a uma ou outra foto bem "batida" e algumas linhas de texto e narração, como se fora um episódio menor na história da Shoá, (Holocausto) e não a marca trágica de seu início. Mas aqui, Você verá um grande número de sinagogas atacadas, agora identificadas por nome ou localização, além de imagens impressionantes de milhares de homens judeus presos no dia 10, e a inequívoca primeira página do New York Times do dia 11 mostrando a tragédia em Viena. Uma das nossas características como povo é não permitir o esquecimento.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

3ª feira 02/12/08 O Triunfo "Made in America" Barak Hussein Obama - Caio Blinder

NOVA YORK- Eu não fiz reportagem na minha rua sem saída em um subúrbio de Nova York para saber como meus vizinhos votaram nas eleições de terça-feira passada. Mas esta na cara que a minha rua, a Hillview Terrace, em Glen Rock, é um retrato desta América que abraçou Barack Obama.

Lá está a família Blinder, um melting pot brasileiro, filipino, judaico, católico e eurasiano. Em casa temos também uma afroamericana, a Luna, nossa cachorrinha cockapoo, mistura de cocker spaniel com poodle, que no ardor da campanha eleitoral passou a ser chamada de Obamita.

Na vizinhança, temos ainda católicos poloneses, judeus ingleses, uma família que também mistura americanos e filipinos, outra bem americana dos velhos tempos que veio recentemente do estado da Virgínia e cubanos anticastristas. Este é o país Obama: urbanizado, suburbanizado, diversificado, com alguns mais crentes do que os outros e todos vivendo dias de ansiedade econômica.

Poucas coisas irritavam mais na campanha eleitoral do que escutar a sinistra Sarah Palin, a candidata a vice dos republicanos, dizer que falava em nome da "América verdadeira", dos valores das pequenas cidades e áreas rurais, ou seja, um país mais homogêneo, branco, suspeito de estrangeiros, imigrantes e de uma atmosfera cosmopolita. Achei ótimo que no seu principal artigo no day after da eleição, o "New York Times" tenha escrito o nome inteiro do quadragésimo-quarto presidente dos EUA: Barack Hussein Obama. Nada a esconder, nenhum motivo de vergonha.

Desta vez não funcionou a velha tática republicana de fazer a campanha dos três Gs, God, gays e guns, ou seja, em nome de Deus, contra os gays e a favor do porte de armas. Em 2008, da era Obama, contou muito mais o G de grana, de um país de aflições econômicas e mais distanciado das guerras culturais que dão vantagem para os republicanos. E basta da papagaiada sobre quem é mais patriótico. Havia uma nostalgia rancorosa na campanha republicana por uma velha América. Existe uma recusa conservadora para aceitar um novo mapa demográfico, étnico, racial e cultural. A vitória de Obama mostra a cara desta nova e "real" América. É uma feição menos homogênea e menos branca, embora brancos ainda sejam a maioria (o que mudará em meados do século).

Outro ponto importante: o primado da identidade racial começa a ser substituído pela celebração do pluralismo e de uma sinergia multirracial. É a turma de minha filha eurasiana, a Ana, de 15 anos, com amigos da Coréia do Sul, Egito, Caribe ou meramente de Nova York/ Nova Jersey.

Negros têm todos os motivos do mundo e da história para estarem em um estado de êxtase, com a vitória de Obama. Escravidão e segregação racial são manchas americanas, mas a eleição também representa um pouco mais da concretização do sonho de Martin Luther King de que pessoas sejam julgadas pelo contéudo do seu caráter e não pela cor de sua pele.

Eu não sou cidadão americano. Mas vivo neste país, desta vez há quase 20 anos. Minha casa é aqui, na rua sem saída em Glen Rock. Há momentos em que me sinto envergonhado desta terra. Esta semana estou muito orgulhoso pelo exemplo de vitalidade e reinvenção.

Jornalista - Caio Blinder.

Fonte - FIRS.

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