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09/11/1938 - Kristallnacht 70 anos

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Documentário inédito: Kristallnacht 70 anos (A Noite das Vidraças Quebradas). produzido pelo Departamento de Comunicação da FIERJ - Federação Israelita do Estado do Rio de Janeiro, fruto de dois anos de pesquisas de imagens e digitalização, reunindo um número sem precedentes de imagens dos dias 9, 10 e 11 de novembro de 1938, mais de10 minutos de fotos e filmes, pemitindo ter uma nova leitura sobre o que aconteceu com nossos irmãos na Alemanha, Áustria e Tchecoslováquia. Em geral tudo o que se encontra sobre a Kristallnacht se resume a uma ou outra foto bem "batida" e algumas linhas de texto e narração, como se fora um episódio menor na história da Shoá, (Holocausto) e não a marca trágica de seu início. Mas aqui, Você verá um grande número de sinagogas atacadas, agora identificadas por nome ou localização, além de imagens impressionantes de milhares de homens judeus presos no dia 10, e a inequívoca primeira página do New York Times do dia 11 mostrando a tragédia em Viena. Uma das nossas características como povo é não permitir o esquecimento.

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

ISRAEL É PRISIONEIRO DA GUERRA? DAVID GROSSMAN


ISRAEL É PRISIONEIRO DA GUERRA?

DAVID GROSSMAN


Após os pesados ataques a Gaza, Israel faria bem em parar, dirigir-se para os líderes do Hamas e dizer: Até o sábado passado, Israel se conteve e não respondeu aos milhares de Qassam disparados desde a Faixa de Gaza. Agora, vocês já sabem o quão forte pode ser a resposta. Então, para não aumentar a morte e a destruição, iremos unilateralmente cessar nosso fogo completamente pelas próximas 48 horas. Mesmo que atirem contra Israel, não reagiremos com novos combates. Cerraremos nossos dentes, como fizemos no período recente, e não nos deixaremos arrastar a responder com a força.


Mais ainda, convidamos os países interessados, vizinhos próximos e distantes, a mediar um cessar-fogo entre nós e vocês. Se vocês suspenderem os ataques, não reiniciaremos os nossos. Se continuarem atirando enquanto estivermos nos contendo, iremos responder ao final destas 48 horas, mas mesmo então manteremos a porta abertas a negociações para renovar o cessar-fogo, e até para um acordo mais geral e amplo.

É isto o que Israel deveria fazer agora. Será possível, ou estamos todos aprisionados demais pela conhecida cerimônia da guerra?

Até sábado, Israel sob a liderança militar de Ehud Barak mostrou-se notavelmente frio. Não deve perder esta frieza no calor da batalha. Não podemos esquecer, nem por um momento, que os moradores da Faixa de Gaza continuarão sendo nossos vizinhos próximos e que mais cedo ou mais tarde teremos que conseguir relações de boa vizinhança com eles.

De forma alguma deveríamos golpeá-los tão violentamente. Mesmo que o Hamas, por anos, tenha tornado a vida tão intoleravelmente miserável para a gente do sul de Israel, e mesmo que seus líderes tenham recusado qualquer tentativa israelense ou egípcia de alcançar um compromisso para evitar este último incêndio.

A linha do auto-controle e a consciência da obrigação de proteger as vidas dos inocentes em Gaza precisam ser cuidadas mais ainda agora, pois a força de Israel é quase ilimitada. Israel precisa estar constantemente atento para não atravessar as linhas da legitimidade e da eficácia na resposta, cujo objetivo é a dissuasão e a restauração do cessar-fogo. Pois, dali em diante, cairá novamente na conhecida armadilha da espiral da violência.

Os líderes de Israel sabem que, em função da situação na Faixa de Gaza, será muito difícil chegar a uma vitória militar total e inequívoca. A falta de solução pode resultar numa situação ambígua, similar à que já tínhamos: Israel atacará o Hamas, este atacará e será atacado, ficando assim indefinida e involuntariamente prisioneiro de todo tipo de armadilha que tal situação implica. Sem avançar em direção a qualquer objetivo realmente importante.

Israel pode descobrir que, apesar de seu grande poder militar, será incapaz de se ver livre dessa armadilha, de escapar desse redemoinho de violência e destruição.

Portanto, parem! Cessem o fogo! Tentem agir, de uma vez por todas, contra o reflexo condicionado, contra a lógica letal da beligerância.

Sempre existirá a chance de começar a atirar de novo. A guerra, como disse Barak há umas duas semanas, não fugirá. O apoio internacional a Israel não será prejudicado, e até crescerá, se mostrarmos comedimento e convidarmos a comunidade internacional e árabe para intervir e mediar.

É verdade que o Hamas irá então receber um fôlego para se reorganizar. Mas se eles tiveram longos anos para fazê-lo, dois dias a mais não farão grande diferença. E talvez essa trégua possa até mudar a forma como o Hamas responde à situação. Pode até dar-lhe uma saída honrosa da armadilha que eles mesmo se armaram.

E mais um pensamento, inevitável: Se nós tivéssemos adotado esta atitude em julho de 2006, após o Hizbolá ter seqüestrado nossos soldados, se então tivéssemos parado, após nossa primeira resposta, e declarado que iríamos sustar nosso fogo por um dia ou dois, para acalmar as coisas e tentar mediações... talvez a realidade hoje fosse totalmente diferente.

Esta também é uma lição que o governo deveria aprender daquela guerra. Na verdade, poderia ser a lição mais importante.

DAVID GROSSMAN, é premiado escritor israelense e veterano membro do PAZ AGORA.

publicado no Haaretz em 30|12|08

traduzido pelo PAZ AGORA|BR

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