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09/11/1938 - Kristallnacht 70 anos

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Documentário inédito: Kristallnacht 70 anos (A Noite das Vidraças Quebradas). produzido pelo Departamento de Comunicação da FIERJ - Federação Israelita do Estado do Rio de Janeiro, fruto de dois anos de pesquisas de imagens e digitalização, reunindo um número sem precedentes de imagens dos dias 9, 10 e 11 de novembro de 1938, mais de10 minutos de fotos e filmes, pemitindo ter uma nova leitura sobre o que aconteceu com nossos irmãos na Alemanha, Áustria e Tchecoslováquia. Em geral tudo o que se encontra sobre a Kristallnacht se resume a uma ou outra foto bem "batida" e algumas linhas de texto e narração, como se fora um episódio menor na história da Shoá, (Holocausto) e não a marca trágica de seu início. Mas aqui, Você verá um grande número de sinagogas atacadas, agora identificadas por nome ou localização, além de imagens impressionantes de milhares de homens judeus presos no dia 10, e a inequívoca primeira página do New York Times do dia 11 mostrando a tragédia em Viena. Uma das nossas características como povo é não permitir o esquecimento.

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

SURPREENDÊ-LOS... COM O CESSAR-FOGO - GADI BALTIANSKI

SURPREENDÊ-LOS... COM O CESSAR-FOGO - GADI BALTIANSKI


No sábado 27 de dezembro de 2008, pegamos o Hamas de surpresa. Só Alá sabe porque eles foram surpreendidos. O que poderiam estar esperando, com efeito, depois de atirar milhares de foguetes sobre os habitantes do sul de Israel? Achavam que pediríamos que atirassem ainda mais foguetes?
Hoje, porém, chegou a hora de surpreendê-los novamente, dessa vez pondo fim às operações. Não por causa deles, por nossa causa. No momento em que essas linhas são escritas, a mídia informa (com a hipocrisia habitual, sem citar nomes) a morte de irmãs de 4 e 11 anos, moradoras de Beit Lahya, ao norte da Faixa de Gaza. Essas duas meninas não "encontraram a morte", tampouco a procuraram. Com certeza foram mortas, não intencionalmente, mas inevitavelmente, pelas bombas atiradas dos aviões. Para os pobres e as crianças de nossas cidades, aqueles de quem se diz que são os que "contam acima de tudo", isso remete a uma única pergunta: a morte das garotas vai fortalecer a segurança das nossas crianças no sul?
Sim ou não?
Pode-se, por exemplo, fazer perguntas sobre os irmãos, os primos, os amigos e os vizinhos das duas irmãs. Eles vão se tornar, a partir de agora, mais moderados, mais partidários da paz? Ou, ao contrário, hoje a lista de terroristas e potenciais atiradores de foguetes vai aumentar ainda mais?
Àqueles que porventura sintam dificuldade de responder, solicita-se que pensem nos efeitos dos atentados terroristas sobre os cidadãos israelenses. Uma decisão israelense de cessar-fogo unilateral provocará dois possíveis efeitos:
ou o Hamas prosseguirá os bombardeios, ou também cessará o fogo.

Na segunda alternativa, a desejável, assistiremos a um esforço diplomático com vistas a alcançar um acordo que responda à necessidade de segurança dos cidadãos israelenses do sul, bem como às condições básicas de vida da população de Gaza.

Caso prevaleça a primeira alternativa, aí Israel se encontrará livre para agir, e dessa vez com maior apoio da comunidade internacional e da opinião pública israelense.

A força, nós já a mostramos. Agora é preciso mostrar um pouco de inteligência. Uma invasão terrestre de Gaza, ou a continuação das mortes, não faz senão aumentar a hostilidade e afastar qualquer chance de alcançar aquilo que constitui um interesse vital para Israel: um acordo de paz com os palestinos.

Os dirigentes do Hamas não são aliados na busca de paz. Mas os habitantes de Gaza são. É por essa razão que é preciso chegar às discussões de paz, e preservar as chances desta, nem que seja pela força. O futuro de Israel não está no estreito campo visual dos binóculos militares; a visão deve servir, acima de tudo, a não se perder de vista o objetivo.
É importante que nosso futuro não seja posto em jogo no dia das eleições, não se resuma a uma ação contra os Qassams e não se defina no QG do Estado-Maior. Nosso objetivo deve ser um Estado que seja nosso e não um Estado bi-nacional.

Devemos aspirar a relações corretas com nossos vizinhos e a uma vida normal para nossos filhos.

A estrada que leva de Gaza a Genebra é longa, mas devemos continuar caminhando. Em primeiro lugar, é preciso buscar todas as possibilidades de cessar-fogo. Em seguida, é preciso seguir a trilha das negociações aceleradas, tendo um acordo como meta. Pois essa é a única maneira de descortinar uma verdadeira segurança.

Na verdade, será nesse momento, e apenas nesse momento, que provaremos que são os nossos filhos que importam acima de tudo.

GADI BALTIANSKI é diretor da ala israelense da ONG Iniciativa de Genebra, que promove acordo redigido por personalidades israelenses e palestinas que acordou em 2002 soluções negociadas para os aspectos mais críticos do conflito. O artigo original foi publicado em 31|12|08 em hebraico e árabe nos jornais Israel Haióm e Al-Ayyam. A versão em português, traduzida pelo PAZ AGORA|BR foi publicada inicialmente no Terra Magazine em 06|01|08.

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